O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) lançou, na terça-feira (18/11), duas importantes obras jurídicas em comemoração aos 95 anos da instituição. As publicações, intituladas “Vozes da Advocacia nos 95 anos da OAB” e “História da OAB – Volume 8: A história da instituição narrada pela experiência de seus presidentes (2004-2025)”, integram a programação festiva e enfatizam o compromisso da Ordem com a preservação de sua trajetória.

As obras estão disponíveis em formato digital na biblioteca da OAB Nacional, sendo publicadas pela Editora OAB.

“Vozes da advocacia nos 95 anos da OAB”

A obra “Vozes da Advocacia nos 95 anos da OAB”, organizada pelo presidente Beto Simonetti, é uma coletânea que revisita momentos cruciais da atuação da Ordem. O livro traz uma apresentação assinada pelo membro honorário vitalício Bernardo Cabral e um prefácio do ex-presidente da República José Sarney.

O conteúdo aborda temas centrais tanto para a advocacia quanto para o Estado Democrático de Direito, destacando a relevância de prerrogativas, equidade de gênero, controle de constitucionalidade, Exame de Ordem, segurança jurídica, acesso à justiça e os desafios institucionais enfrentados pelo Sistema de Justiça.

“História da OAB – Volume 8: A história da instituição narrada pela experiência de seus presidentes (2004-2025)”

Este volume, organizado pela historiadora do Conselho Federal da OAB (CFOAB), Cecília Siqueira Cordeiro, reúne relatos sobre o legado dos presidentes da instituição que exerceram a função entre os anos de 2004 e 2025.

Com apresentação de Beto Simonetti, a publicação tem o objetivo de registrar as contribuições significativas desses líderes para o fortalecimento contínuo da Ordem e do país como um todo.

O papel histórico e a memória da instituição

O presidente Simonetti ressaltou que as obras reforçam o papel histórico da OAB na defesa dos direitos, das liberdades e da democracia. Ele enfatizou que a celebração marca “uma história de coragem, de trabalho e de fé na democracia”. Para Simonetti, a organização da memória, como feita no livro “Vozes da Advocacia”, é um ato de “escolher que lembranças queremos que orientem o futuro,” descrevendo a história da OAB como uma “autobiografia coletiva da advocacia brasileira.”

O vice-presidente do CFOAB, Felipe Sarmento, também sublinhou a necessidade de preservar a memória institucional. Ele pontuou que a OAB constantemente lembra que “cada conquista tem um nome, que cada avanço tem uma história e que cada prerrogativa defendida é fruto de lutas que não podem ser esquecidas,” pois “uma instituição que não cuida da memória abandona o fio que a conecta ao seu propósito.”

A secretária-geral da OAB, Rose Morais, reforçou a ideia de que a trajetória da Ordem é o resultado de um esforço coletivo e plural, destacando que a história é “marcada por vozes diversas” de advogados e advogadas que protegem a dignidade humana e zelam pela correta aplicação da Justiça.

Christina Cordeiro, secretária-geral adjunta, complementou, lembrando que a memória da OAB é mantida pelas pessoas que lhe dão existência, assegurando a presença da Ordem em todo o território nacional com senso público e responsabilidade.

O diretor-tesoureiro do CFOAB, Délio Lins e Silva Júnior, concluiu, afirmando que a missão institucional está em constante renovação. Segundo ele, ao completar 95 anos, a OAB se mantém “forte e inovadora, para enfrentar os desafios do presente e seguir construindo um futuro guiado pela justiça, pela liberdade e pela dignidade de todos.”

Share.
Leave A Reply